Amor: no mundo das ideias ou no mundo sensível?


Platão, em seu dualismo das ideias, estabelece dois mundos bem distintos, o das ideias e o sensível. No mundo das ideias, estas são sempre eternas, imutáveis e perfeitas. No mundo sensível, as ideias e as coisas são sempre temporárias, mutáveis e corruptíveis. Como o mundo das ideias é aquele onde estão as ideias verdadeiras, eternas e perfeitas, Platão acreditava que a verdade é transcendente.

O vídeo é um trecho retirado do curso “formação da personalidade”, do filósofo Olavo de Carvalho, em seu site. No vídeo, ele distingue os diferentes tipos de amor, separando-os em camadas de percepção. Esses diferentes tipos de amor, entretanto, apresentam diferenças significativas quando analisados sob uma perspectiva “platônica”. Assim, temos o amor em sua plenitude, representado pelas últimas camadas dele, onde percebemos um certo valor moral e temos o amor em seu sentido imediato e sensível, representado pelas primeiras camadas. Essa ideia nos remonta a uma outra, a ideia de amor platônico, aquela onde o verdadeiro amor somente se realiza no campo das ideias eternas e verdadeiras, portanto, no “mundo das ideias”.

Você acha que o único amor verdadeiro é aquele pelo qual somente atingimos em sua plenitude, ou seja, quando este se aproxima do mundo das ideias de Platão e se torna perfeito, imutável e eterno? Você acha que esse amor é o único pelo qual se vale a pena lutar e buscar, ou ele é simplesmente “infinito enquanto dura”, como já dizia Vinicius de Moraes?

Fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=ZrtkK7Akz-M


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